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O que é SaaS: definição, exemplos e diferenças
Por Vinicius Ambrozio, fundador da VTA Tecnologia · Publicado em
SaaS (software como serviço) é um software que roda na infraestrutura do fornecedor e é acessado pela internet, pago por assinatura em vez de comprado e instalado. Gmail, Microsoft 365 e quase todo sistema que você usa pelo navegador seguem esse modelo. A sigla vem do inglês software as a service.
Quem escreve é a VTA Tecnologia, software house brasileira que constrói SaaS, com mais de 150 projetos entregues. Aqui vai o termo explicado pra dono de empresa: como a assinatura funciona, onde o SaaS ganha e perde do sob medida e do instalado, e o que muda quando você passa a vender um.
O que é SaaS, na definição oficial?
Na definição do NIST, o instituto de padrões dos Estados Unidos, SaaS é a capacidade de usar as aplicações do fornecedor rodando numa infraestrutura de nuvem, acessadas por navegador ou por outro programa, sem que o cliente gerencie servidor, sistema operacional, armazenamento ou mesmo as funcionalidades do aplicativo.
O documento é o NIST SP 800-145, de setembro de 2011. Um detalhe útil pra quem compra: o cliente controla, no máximo, configurações do próprio usuário. Você ajusta campos e permissões, mas não decide quando o sistema muda.
O que torna o SaaS barato é o modelo multi-tenant, também descrito ali: os mesmos recursos atendem vários clientes (tenants, ou inquilinos) ao mesmo tempo. Explicamos isso no banco em multi-tenant: como estruturar o banco do seu SaaS.
Como funciona a assinatura de um SaaS?
A assinatura é um contrato que se renova sozinho: o cliente cadastra cartão, Pix ou boleto, o sistema gera uma fatura a cada ciclo, mensal ou anual, cobra e libera ou bloqueia o acesso conforme o pagamento.
Um exemplo: uma clínica assina uma agenda online cobrada por usuário. Testa 14 dias grátis, entra com três recepcionistas, contrata a quarta e a fatura seguinte já vem com quatro. Meses depois o cartão expira, a cobrança falha, o sistema tenta de novo e avisa. Se ninguém atualizar, a conta é suspensa, mas os dados continuam lá.
Por baixo, cada passo é um estado da assinatura. A documentação da Stripe lista os principais: em teste (trialing), ativa (active), atrasada (past_due), não paga (unpaid) e cancelada (canceled). O SaaS recebe esses estados por webhook, um aviso automático do gateway de pagamento, e libera ou bloqueia o acesso. Detalhamos o assunto em cobrança recorrente em SaaS.
Quais são exemplos de SaaS conhecidos?
Os exemplos mais conhecidos de SaaS são e-mail e escritório na nuvem (Gmail, Microsoft 365), CRM (Salesforce, HubSpot, RD Station), comunicação (Slack, Zoom) e gestão financeira (Conta Azul, Omie). Todos rodam no servidor do fornecedor e cobram por usuário, plano ou uso.
A Microsoft cita e-mail, CRM e ferramentas de escritório como casos típicos, e lembra que muitos fornecedores cobram por mês, com desconto no plano anual, ou só pelo uso. Também existe SaaS de nicho: a Velify, que construímos, atende quem faz dropshipping no Mercado Livre e na Shopee, com planos mensal e semestral.
Qual a diferença entre SaaS, software sob medida e software instalado?
A diferença está em quem é dono do código e quem roda o sistema. No SaaS, o fornecedor é dono e roda pra todos; no sob medida, o código é feito pra uma empresa e fica com ela; no instalado, ou on-premise, você compra a licença e roda na sua máquina.
| Critério | SaaS | Sob medida | Instalado (on-premise) |
|---|---|---|---|
| Como paga | Assinatura mensal ou anual | Projeto de desenvolvimento, mais manutenção | Licença, às vezes com taxa anual de suporte |
| Quem roda o servidor | O fornecedor | Você, na nuvem que escolher | Você, na sua máquina ou servidor |
| Quem é dono do código | O fornecedor | Você, se o contrato disser | O fornecedor; você tem só a licença |
| Atualizações | Automáticas, no ritmo do fornecedor | Quando você decidir e pagar | Manuais, por versão |
| Personalização | Só o que as configurações permitem | Total | Limitada ao que o produto prevê |
| Risco principal | Preço sobe ou o fornecedor muda o produto | Custo inicial e depender de quem mantém | Servidor, backup e segurança por sua conta |
A escolha honesta: se existe um SaaS que resolve 80% do seu processo, assine. Sob medida vale quando o processo é o diferencial da empresa ou quando a soma das assinaturas passa a pesar mais que manter um sistema próprio.
Qual a diferença entre SaaS, PaaS e IaaS?
Os três são camadas de nuvem; muda o quanto o fornecedor entrega pronto. Em uma frase cada, seguindo a AWS e o NIST:
- IaaS (infraestrutura como serviço): você aluga servidor, rede e armazenamento, e instala o resto, como na Amazon EC2.
- PaaS (plataforma como serviço): você sobe o seu código e o fornecedor cuida do servidor e do sistema operacional, como na Vercel ou no Heroku.
- SaaS (software como serviço): você usa o software pronto, que o fornecedor montou sobre as outras duas camadas, e não mexe em nada por baixo, como no Gmail.
Quais as vantagens e limitações do SaaS?
Pra quem compra, a vantagem do SaaS é começar rápido e pagar pouco no início; a limitação é não controlar produto, preço e dados. Pra quem cria, a vantagem é a receita recorrente; a limitação é nascer já com cobrança e multi-tenant.
Quem compra ganha atualização sem projeto e nenhum servidor pra cuidar, e aceita três riscos: reajuste do plano, mudança que você não pediu e dificuldade de levar os dados embora. Antes de assinar, pergunte como exportar e onde os dados ficam, porque a LGPD continua valendo pra você.
Quem cria troca a venda grande e única por uma mensalidade pequena que se repete, e ganha previsibilidade. Em troca, o produto precisa funcionar sem você do lado: cadastro sozinho, cobrança automática e dados de cada cliente isolados dos outros.
Quando vale a pena criar um SaaS e quanto pesa no projeto?
Vale criar um SaaS quando o mesmo problema se repete em muitas empresas e elas aceitam pagar todo mês pra resolver. Se o problema é só seu, o caminho é sistema sob medida; se ninguém pagou ainda, o primeiro passo é validar, não programar.
O que encarece um SaaS em relação a um sistema comum são as peças da assinatura: planos, cobrança recorrente e isolamento por cliente. Na VTA, os projetos começam a partir de R$ 20 mil e o MVP de SaaS fica pronto em até 10 semanas, com proposta fechada de escopo, prazo e preço. Se o seu orçamento está abaixo disso, uma ferramenta no-code pra validar é a escolha mais honesta.
Faixas de mercado com fonte estão em quanto custa criar um SaaS; o que entra na primeira versão, em desenvolvimento de SaaS.
Perguntas frequentes
O que significa a sigla SaaS?
SaaS é a sigla de software as a service, ou software como serviço. Você não compra nem instala o programa: usa pela internet, num servidor do fornecedor, e paga assinatura enquanto quiser usar. O fornecedor cuida de atualização, backup e segurança da infraestrutura.
Todo sistema na nuvem é SaaS?
Não. Um sistema sob medida feito pra uma única empresa pode rodar na nuvem e não ser SaaS, porque não é vendido pronto pra vários clientes. SaaS é o modelo de entrega e cobrança: o mesmo software, operado pelo fornecedor, atendendo muitos assinantes ao mesmo tempo.
O que acontece com meus dados se eu cancelar um SaaS?
Depende do contrato de cada fornecedor. O comum é manter os dados por um período depois do cancelamento e oferecer exportação em planilha ou arquivo. Confirme nos termos se a exportação inclui tudo, porque migrar sem o histórico costuma ser o maior custo da troca. A responsabilidade pelos dados dos seus clientes, pela LGPD, continua sua.
Micro SaaS é a mesma coisa que SaaS?
Micro SaaS é um SaaS pequeno, de nicho, muitas vezes tocado por uma ou duas pessoas, com poucas funcionalidades e um plano só. O modelo é o mesmo: software na nuvem cobrado por assinatura. Explicamos como validar um antes de programar em micro SaaS: como validar.
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Conta o que você precisa e devolvemos a proposta com valor e prazo fechados.